Gretta Rodrigues de Souza

Psicologia CRP.06-73942

Novo espaço.

Quem sou eu?

Orientação Online

Entrevista Orientação

Depoimentos

Midia

Visita na record 2010

Visita na record 2

2012

2011

2010 - parte2

2010

2009

2008 -parte2

2008

Revista Toda Teen

Mais Toda Teen

Revista Gênios

Informativos 2004, 2005

2005

Fotos

Links

Contatos

17/02/2008 - Geral
Transformações sociais e tecnológicas reduzem diálogo entre as pessoas
Sala de jantar: em vez de se reunirem em volta da mesa, cada membro da família apanha um alimento e sai de casa sem se despedir; todos estão com pressa, pois têm compromissos na rua. Trabalho: os colegas chegam ao lugar onde terão de executar uma tarefa repetitiva durante oito horas seguidas e mal se olham; as únicas palavras que trocam são “Oi”, no início, e “Tchau”, no fim da jornada. Quarto de adolescente: uma mãe tenta puxar assunto com o filho, mas o garoto não consegue desgrudar os olhos do computador para lhe dar atenção.

Certamente o leitor já deve ter se deparado com inúmeras situações semelhantes às descritas acima no dia-a-dia. Quem já não teve a sensação de falar com alguém e não ser ouvido? É provável que muita gente responderia que sim: afinal o diálogo, uma das principais marcas da espécie humana parece estar se tornando um bem cada vez mais escasso.

É como se as transformações ocorridas na sociedade - em decorrência, sobretudo, da incorporação de novas tecnologia às nossas vidas - tivessem ajudado a afastar os seres humanos uns dos outros.

“Falta tempo para os relacionamentos”, diz a psicóloga bauruense Marina Regina Corrêa Lopes Vanin. “Hoje, as pessoas têm seu horário controlado em função do trabalho. Além disso, muita gente se deixa levar por um uso excessivo das tecnologias (o computador e a televisão, principalmente), e não sobra tempo para diálogos e contatos mais próximos entre os indivíduos”, reforça.

De acordo com ela, as tecnologias até suprem, de uma certa forma, as carências momentâneas das pessoas. “Só que quando conversam com alguém pela Internet, as pessoas costuma se proteger atrás de um personagem. Por isso, os vínculos estabelecidos nesse tipo de relação são, em sua maioria, falsos”, diz.

Transformações na dinâmica da sociedade também estariam colaborando para deixar mais afastadas as pessoas umas das outras. “Hoje, vivemos em um mundo muito violento. Isso acaba gerando nos indivíduos uma espécie de paranóia com relação aos desconhecidos”, lembra Vanin.

Para a psicóloga bauruense Gretta Rodrigues de Souza, diversos outros fatores ajudam a explicar a dificuldade de diálogo que afeta parte dos seres humanos. “Há uma exigência muito grande sobre as pessoas, no sentido de ‘você deve ser perfeito e não poderá, jamais, errar’”, afirma ela.

Um certa dose de egoísmo por parte dos indivíduos ajudaria a tornar a situação ainda mais complicada. “Muitas vezes achamos que os outros são obrigados a adivinhar nossos sentimentos. Entre os casais isso é muito comum: cada um acha que as coisas na relação são claras e evidentes e, portanto, não precisam ser ditas e comentadas”, pondera Souza.

Quem vive no isolamento pode estar sujeito a diversos problemas de ordem emocional. “Dependendo da situação, a pessoa pode ser levada a um quadro mais grave - uma depressão, por exemplo”, lembra Souza.

“É lógico que isso vai depender da estrutura emocional de cada um”, pondera Vanin. Boa parte das pessoas que buscam auxílio junto ao Posto Samaritano de Bauru (são cerca de 70, por semana), credenciado pelo programa Centro de Valorização da Vida (CVV), quer, na verdade, apenas conversar.

“Nos horários em que estou de plantão (no começo da noite), por exemplo, a maioria das ligações que recebo são de mulheres na faixa dos 40 ou 50 anos que moram sozinhas e não têm com quem conversar”, conta Márcia, que atua na entidade há cerca de seis anos.

Voluntários do CVV, como ela, não são autorizados a relevar a própria identidade em entrevistas ou mesmo durante os atendimentos. Eles também não pedem dados pessoais para aqueles que buscam auxílio no serviço. O telefone do Posto Samaritano de Bauru é (14) 3222-411. O horário de atendimento é das 19h às 7h.


____________________


Entidade busca voluntários

O Posto Samaritano de Bauru dará início, na próxima quarta-feira, ao seu curso de formação de voluntários. O objetivo da entidade é conseguir reunir o máximo possível de colaboradores, para poder estender seu horário de atendimento, hoje restrito ao período noturno (das 19h às 7h).

“Atualmente contamos com apenas 10 voluntários. Para que pudéssemos oferecer um serviço 24 horas à população, seriam necessários mais de 30 colaboradores”, explica o porta-voz da entidade, Antônio Alves da Silva.

O Posto Samaritano de Bauru é credenciado pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), entidade fundada na Inglaterra nos anos 50 (sob a denominação “Os Samaritanos”), cujo objetivo é atuar na prevenção a suicídios. A instituição está presente no Brasil desde 1962.

Para se tornar voluntário do Posto Samaritano de Bauru, o candidato tem de passar por um curso de dois meses de duração (duas horas semanais, sempre às quartas-feiras) e se mostrar disposto a atuar com pessoas em situações desesperadora: gente com tendências suicidas, homicidas em potencial, indivíduos com elevado grau de depressão ou mesmo portadores de distúrbios emocionais graves.

Interessados em atuar como voluntários no Posto Samaritano de Bauru podem entrar em contato pelo próprio telefone de atendimento da entidade, (14) 3222-4111 (das 19h às 7h), ou (14) 3011-7736 (falar com Toninho).
Rodrigo Ferrari

02/03/2008 - Criança
Estou crescendo?
Pelinho, peitinho, pintinho, mudanças de voz... ninguém passa ileso à chegada da adolescência
Há alguns anos você tinha acabado de sair da barriga da sua mãe e hoje está aí: correndo para todo o lado e cheio de curiosidades. De lá para cá muita coisa mudou: você aprendeu a andar, falar, fez amigos e, muito provavelmente, já vai para a escola. No entanto, esse processo não pára por aí. As coisas ainda estão mudando e mudarão muito mais.

Desde que uma pessoa nasce até chegar à idade adulta, seu corpo passa por inúmeros processos que podem fazê-la, em um belo dia, olhar-se diante do espelho e não entender o que está acontecendo ou, simplesmente, sentir-se incomodada com as mudanças. O surgimento de espinhas, a mudança da voz, o crescimento das mamas (nas meninas) e o aparecimento de barba (nos meninos) são alguns exemplos deste processo.

Deixar de ser criança para virar homem ou mulher não é nenhuma surpresa e não acontece da noite para o dia. São mudanças esperadas e certas, mas que ainda mexem com o lado emocional da garotada, pois são cheias de conflitos e encantos.

Crescer não é tarefa fácil, mas não adianta remar contra a maré, pois trata-se de um processo absolutamente natural. O ideal é entender o que acontece e tentar encarar as mudanças e as fases da nossa vida da melhor forma. Vamos a elas.

Que fases são essas?

A vida do ser humano é constituída, basicamente, por três fases: a infância, a adolescência e a idade adulta. Mas, dentro destas fases há outras divisões importantes como, por exemplo, a pré-adolescência ou puberdade (período entre a infância e a adolescência) e a velhice, que seria o final da idade adulta.

É na pré-adolescência, ou puberdade, que começa a acontecer o que os estudiosos chamam de maturação sexual. O corpo tanto dos meninos quanto das meninas começa a receber características secundárias do gênero (feminino/masculino) que os aproximarão do aspecto físico de adultos.

Para entender melhor: quando somos crianças, nosso corpo parece não ter diferença de menino para menina; a única diferença que percebemos nessa idade são os órgãos genitais, que na maioria das vezes chamamos por outros nomes.

O médico pediatra Ajax Rabelo Machado explica que os órgãos sexuais são a característica primária que difere homens e mulheres. As características secundárias são as que vêm depois (mama, pêlos, entre outras); que também têm a função de marcar as diferenças, sem deixar isso a cargo apenas destes órgãos. Entendeu?

Não há uma idade específica que marque o início ou o fim de cada fase. Há, apenas, um período em que é provável que as mudanças possam acontecer. O tempo deste processo varia de pessoa para pessoa e depende de suas características físicas, emocionais, de sua nutrição, do ambiente em que a criança cresce, enfim, de uma infinidade de coisas que não são determinadas por você. Por isso, cada corpo tem um tempo para passar pela maturação sexual.

Como já foi dito, as mudanças começam a acontecer na puberdade, ou pré-adolescência. A psicoterapeuta corporal Gretta Rodrigues de Souza afirma que também não existe idade específica para o começo e o término desta fase. Mais uma vez, varia de pessoa para pessoa.

Gretta diz que há, apenas, uma margem de idade considerada, mas que não é definitiva. É comum algumas crianças passarem por este processo de transição para a adolescência no período que compreende, mais ou menos, dos 10 aos 12 anos. No entanto, ela faz questão de enfatizar que cada corpo é diferente do outro e cada um tem seu tempo.

“O menino e a menina não devem se sentir envergonhados porque começaram a mudar antes dos amigos ou amigas, e nem se sentir frustrados caso demorem um pouco mais para virar ‘mocinho’ ou ‘mocinha’”, frisa Gretta.
Dayran Carvalho

02/03/2008 - Criança
Relação da criança com o corpo
A psicoterapeuta corporal Gretta Rodrigues de Souza, orienta que é muito importante a pessoa, seja ela criança ou adulto, conhecer seu próprio corpo. Esse processo de autoconhecimento se inicia na infância, quando a criança começa a se tocar motivada pela curiosidade. “Isso é absolutamente saudável”, ressalta. “O importante é os pais orientá-las de que há hora e lugar para isso acontecer”, completa.

“A própria infância é dividida em fases que as crianças se portam de maneira diferente em relação ao corpo. Num primeiro momento elas notam que há diferenças entre meninos e meninas; depois passam a se tocar; em seguida têm curiosidade de saber como nasceram. Quando estão um pouco maiores, começam a entender o aspecto biológico da questão e, depois, necessitam de orientações sexuais”, esclarece Gretta.

Na adolescência, este conhecimento leva à masturbação, que é quando a menina ou menino começam a tocar seu corpo e a descobrir como sentir prazer. A psicoterapeuta corporal explica que conhecer o corpo enquanto se é criança e adolescente pode ser fundamental para que ele tenha uma vida sexual satisfatória quando adulto.
Dayran Carvalho