Gretta Rodrigues de Souza

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18/04/2010 - Geral
Falta de diálogo com família e os amigos leva ao psicólogo
A falta de diálogo entre pais e filhos e até mesmo entre os amigos é apontado como uma das principais causas que tem levado as pessoas a procurarem pelo atendimento psicológico.

A afirmação é da psicóloga Gretta Rodrigues de Souza, que há vários anos presta consultoria para a revista Todateen, da Editora Alto Astral. Ela conta que os leitores, especialmente jovens e adolescentes, escrevem pedindo todo tipo de orientação.

Eles querem ajuda tanto para compreender e enfrentar problemas típicos da idade quanto para resolver casos mais graves. “(Nesses contatos) eu vejo o quanto falta diálogo dentro de casa. Eles falam que não têm com quem conversar”, relata a psicóloga.

Segundo ela, muitas pessoas evitam falar de seus problemas para os amigos com medo de se expor a algum tipo de gozação ou porque não se sentem a vontade para isso. De acordo com Gretta, os jovens estão completamente perdidos quando o assunto está relacionado à vida afetiva ou sexual. E não são apenas os jovens. “Já atendi também pessoas mais velhas”, conta.

Foi com base nessa experiência que ela decidiu montar um site para oferecer os serviços de orientações e aconselhamentos online.

A reportagem entrou em contato com uma das pessoas que utilizou os serviços online da psicóloga. É uma estudante de 23 anos que mora em Florianópolis e que pediu para não ter o nome divulgado.

De acordo com relato dela enviado por e-mail ao JC, a estudante conta que sempre foi muito tímida e com problemas de auto-estima. “Eu precisava de uma orientação porque queria mudar a minha vida mas não sabia como. Então, um dia, eu vi que ela (Gretta) fazia um trabalho na revista Todateen e escrevi para ela.”

Após a troca de alguns e-mails com as orientações da psicóloga, a estudante diz que conseguiu um resultado positivo. “Ela me ajudou a resgatar minha auto-estima, a acreditar mais em mim, a me encontrar e entender que a mudança começa em mim”, comenta.
Adilson Camargo

16/02/2010 - Geral
Segunda de Carnaval é ainda mais preguiçosa
Toda segunda-feira é um dia preguiçoso por natureza, mas quando ela precede um feriado, o desânimo tende a ser ainda maior. Para muitas pessoas que tiveram de trabalhar ontem, véspera da terça-feira de Carnaval, o dia pareceu longo e o rendimento no serviço foi bastante prejudicado. Já outros que não tinham compromissos profissionais assumidos preferiram diminuir o ritmo e ficar em casa depois de um fim de semana agitado, dividido entre a folia e reuniões com amigos e familiares.

Segundo a psicóloga Gretta Rodrigues de Souza, essa sensação de letargia coletiva, que já é habitual em segundas-feiras comuns, foi ainda mais intensa ontem porque o ambiente externo favoreceu. “Não há nada cientificamente comprovado. Mas o fato de a grande maioria das pessoas não ir trabalhar e de todo mundo já estar nessa energia que antecede um feriado acaba influenciando o comportamento dos demais. Como resultado, nada funciona direito: nem o corpo, nem a mente”, explica.

É o caso, por exemplo, de quem sai de casa para o trabalho e vê o vizinho em um churrasco animado, atravessa a cidade com as ruas vazias e chega no serviço junto com os colegas, todos também desestimulados. E, como uma segunda-feira atípica como esta acaba reduzindo o movimento de alguns ramos do comércio, a impressão para os funcionários desses estabelecimentos é de que o dia se torna ainda mais longo e entediante.

“Quando o dia está mais agitado, é natural que as pessoas fiquem mais alertas e tenham mais energia. Quando não há nada a fazer e fica aquele marasmo, é comum dar aquela moleza e as horas demorarem mais para passar”, comenta Gretta.

Embora o movimento, ontem, tenha sido intenso na loja em que o vendedor Reginaldo Batista de Souza, 40 anos, trabalha, ele conta que a disposição para atender os clientes e concretizar negócios não foi a mesma das demais segundas-feiras. “Eu trabalhei no sábado e folguei no domingo. Agora trabalho na segunda, folgo na terça e trabalho de novo na quarta-feira. Diante desta circunstância, a gente perde um pouco o foco e acaba trabalhando num ritmo mais lento, mesmo”, justifica.


Devagar

Tão relaxado como ele estava o mecânico Devanir Evandro Cardoso, 23 anos, que entrou no trabalho às 8h da manhã e só sairia as 18h. Ontem, quando a reportagem chegou à oficina, ele lia jornal enquanto esperava pelo próximo serviço.

“A gente fica mais devagar, mesmo. Mas quando algum cliente chega, tem que fazer bem feito, é a nossa obrigação. Já faz três anos que estou aqui e sei que o esquema de trabalho é esse. Mas dá preguiça, sim”, comenta.

Como não se considera fã de Carnaval, Devanir conta que gostaria de poder aproveitar a véspera do feriado para ficar em casa. “Nesse sol, eu estaria na minha cama, dormindo”, revela.

No mesmo espírito do “quanto menos esforço, melhor”, a advogada Renata Soares Moraes Leme, 30 anos, não queria saber de outra coisa, ontem, a não ser descansar. De folga nos quatro dias do feriadão, ela conta que reservou o final de semana para fazer visitas a amigos e parentes e preferiu dedicar a segunda-feira preguiçosa ao ócio.

“Está muito quente e não gosto de sol. Quem gosta vai para clubes, sai para passear, mas não é o meu caso”, relata. Quando a temperatura ensaiou dar uma trégua, por volta das 17h, ela ficou sob a sombra na calçada em frente a sua casa, na Vila Cardia, para que sua cadela Mel, da raça poodle micro toy, pudesse se refrescar.

“O calor está demais, então saí para aproveitar o pouco do vento que faz fora de casa. Por enquanto, a programação é essa, até amanhã (hoje): ficar em casa sem fazer nada. Só volto a pensar em trabalho na quarta-feira, depois do meio-dia”, finaliza.
Tisa Moraes