Gretta Rodrigues de Souza

Psicologia CRP.06-73942

Novo espaço.

Quem sou eu?

Orientação Online

Entrevista Orientação

Depoimentos

Midia

Visita na record 2010

Visita na record 2

2012

2011

2010 - parte2

2010

2009

2008 -parte2

2008

Revista Toda Teen

Mais Toda Teen

Revista Gênios

Informativos 2004, 2005

2005

Fotos

Links

Contatos

Como ajudar os filhos a lidar com as pressões do dia-a-dia ?

 

Quando me convidaram para escrever esta reflexão, pensei em meu dia-a-dia não muito deferente da maioria que exercem vários papeis (profissional, dona de casa, esposa, mãe...) neste mundo globalizado cheios de pressões externas e internas.

Pressões externas são aquelas que o mundo, a sociedade exige, pressões internas são as que exigimos de nós mesmos... E os filhos já se pressionam, querendo ser o melhor em tudo, não aprendendo que errar é humano, ou seja, parecem que tem que ser perfeitos!? Mas, quem ensina isso aos filhos? Resposta: a família e a escola são os grandes influenciadores.

Esquecemos que ser Humano é poder errar, poder chorar, poder brincar, aprender a cada dia coisas novas.

A questão inicial “Como ajudar os filhos a lidar com as pressões do dia-a-dia” está na resposta de como vocês pais lidam com as pressões, principalmente as internas que são repletas de ansiedade ?

 

Para educarmos os filhos de maneira mais saudável, temos que em primeiro lugar ter a certeza de que não adianta nada falar e fazer diferente do que você diz, pois os pais são sem duvida os modelos mais atuantes na vida dos filhos.

Veja se você pai, mãe consegue viver de maneira mais leve, com qualidade de vida, saber que alguns valores são superficiais, que dinheiro ajuda sim, mas que o principal é fazer as coisas com prazer, é saber quais são suas limitações e jamais ultrapassá-las, é se respeitar.

Faça o seu melhor, não se culpe pela sua possível ausência, valorize os pequenos momentos, os detalhes. Vibre com as descobertas dos filhos, fique com seu filho, lhe dê atenção de verdade. Arrume tempo para crescer junto dele, sem estresse, pois se os pais são ansiosos e exigentes com eles mesmos, os filhos sentem tudo isso e vão com certeza buscar a perfeição !

Você pode se perguntar em como fazer isso em um mundo competitivo? É positivo competir, mas deve se ter limites onde cada um se conhecendo saberá em que momento deve parar ou prosseguir. Auto-aceitação, autoconhecimento.

 

Dicas:

- Cuidado com a forma de viver e como falar. Lembre-se que o seu corpo diz muitas vezes o que sua boca não está dizendo !

Exemplo – não adianta você dizer para seu filho ter mais calma, sendo que você não está calmo de verdade.

- Não veja e sinta tudo como um problema, veja as coisas de outra forma, aprenda.

- A sociedade pode dizer que não deve errar, mas você pode e deve aprender a lidar com o fracasso, o não ser perfeito.

- Brinque mais.

- Vibre com a simplicidade do dia-a-dia;

- Tenha vínculos, amigos.

- Fazer exercícios, pois libera toxinas, sensação de liberdade. Mas não esqueça que cada um tem seu estilo, não force a fazer algo que você gosta e sim ajude-o a descobrir o que dá prazer a eles.

- Relaxe. Cuidado com muitos compromissos, agenda lotada e sem tempo para distrações que são importantes para o desenvolvimento e a criatividade.

- Analisem como é a escola de seu filho, sinta como é o ambiente, desde a direção e professores da escola;

 Gosto de mencionar a definição de Saúde pela Organização Mundial da Saúde, que é é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.”
Portanto,  olhe para si e para seus filhos e reveja o estilo de vida de vocês e tente de coração alcançar o melhor, o possivel para que não adoeçam e sim que sejam saudáveis!

Lembre-se que toda família acaba se envolvendo e sofrendo conseqüências quando não há um equilíbrio e uma vida de hábitos mais saudáveis !

Gretta Souza

consultora editora astral 
06/06/2010 - Geral
Caminho da leitura passa pela felicidade
Sem relação emocional e incentivo de pais e professores, é muito difícil fazer com que crianças e jovens leiam livros
“Leitura é uma forma de felicidade e nenhuma felicidade pode ser obrigatória.” A frase do escritor Jorge Luis Borges mostra o caminho a ser trilhado para reverter a preocupante realidade do País, onde apenas um em cada cinco cidadãos tem o hábito de ler. Se a literatura é um devaneio, que trata especificamente da condição humana, de seus êxitos, sonhos, amores e sofrimentos, como explicar o fato de tantos brasileiros estarem alijados desse prazer?

Seja pelo convidativo sol forte, pelo dado genético que nos propicia molejo nos quadris, pelo intenso apelo da imagem (trabalhada na televisão para ser consumida imediatamente, sem qualquer esforço) ou pela pobreza material capaz de tornar supérfluo um livro, um batalhão de pessoas jamais se encontrou ou se descobriu na literatura. Sem a relação emocional, é difícil transformar leitura em hábito.

Se encontrar um companheiro próximo ao ideal exige esforço, humildade para com o amigo interessado em apresentar uma pessoa especial, além de paciência para identificar virtudes e defeitos do outro, com os livros parece não ser muito diferente. Em alguns casos, o amor à primeira vista acontece e cedo. Para grande maioria, o enlace ocorre mais tarde, após a apresentação de vários títulos. Um dia, a identidade se dá com um deles e, finalmente, começa a história de amor com a literatura.

O trajeto, no entanto, não é fácil. Como grande parte das famílias não tem o hábito de ler, inclusive por conta do contexto socioeconômico, resta às escolas fazer a introdução. Eis aí um novo obstáculo. Parte dos professores também não é leitor. Oriunda das classes populares, muitos consumiram leitura massificada. E é com base no repertório que indicará livros aos próprios alunos.

“Na escola, praga mesmo não é o professor que não manda ler, é o professor que não lê. Quem não lê não sabe o que está perdendo e, portanto, não tem por que aconselhar ou criar oportunidades para que outros leiam. A experiência de leitor é intransferível”, afirma Sírio Possenti, doutor em linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Não por acaso, muitas leituras na escola são feitas de modo impositivo, com objetivos práticos e utilitários, sem qualquer relação com a realidade dos alunos. A partir daí, fácil entender a resistência construída com o passar dos anos. Difícil é reverter a situação.

Mudar esse contexto exige do professor (muitas vezes de alunos já da graduação) habilidades múltiplas. Para cavar espaço para o texto literário, alguns promovem leituras coletivas, dramatizadas e realizam oficinas, por exemplo. Empenho para garantir ao outro um prazer que acalanta a vida e, de quebra, oferece noções como de filosofia, geografia e política.
____________________


Exemplo de prazer precisa estar em casa


De preferência, a criança precisa ter um modelo em casa para desenvolver o hábito de leitura, diz o professor de Libras Luis Mateus da Silva Souza, da Universidade do Sagrado Coração (USC). Na opinião dele, quanto mais cedo a criança tiver acesso a livros, melhor.

“Se os pais não leem em casa, por mais que incentivem, se a criança não está vendo que é gostoso, que eles fazem também, acaba não sendo motivada. Os pais têm de ler para a criança, com a criança e ler sozinhos também. De modo geral, a leitura é importante, independentemente se for para informar, divertir ou passar o tempo. Mas é preciso ter contato com bons textos”, explica.

O quanto antes tiver acesso ao material de qualidade, mais cedo terá condição de desfrutar de clássicos literários, em que o grau de dificuldade é maior. “Na hora de premiar uma criança, deve-se fazê-lo com livro. Às vezes, a criança tem acesso a computador, videogame, mas nunca ganhou um livro”, comenta.

Não é o caso de Yara Souza Godoi, 3 anos e 9 meses. Quando ela tinha apenas 2 meses, a mãe dela entrou numa corrente de livros infantis. A partir de então, passou a construir o próprio acervo, conta Gretta Rodrigues de Souza.


Psicóloga, ela nunca deixou de lado seus próprios livros, que continuam ocupando espaço na cabeceira da cama. Não é raro quando ela e a filha Iara, cada qual com seu livro, se deitam na cama para aproveitarem, individualmente, algum conteúdo.

Atenta às fases da filha, Gretta procura histórias que possam contribuir com cada momento. Iara ainda recebe títulos das primas, Nathália, de 11 anos, e Maiah, de 6 anos, também ‘chegadas num livro’.

Por conta do gosto delas e do filho mais velho, Mateus (12 anos), a dona de casa Michelle Gaio comprou um livro com 365 histórias, uma para cada dia do ano. “Sempre leio. É uma leitura em família. Adoram”, comenta.

Atualmente, no entanto, Michelle tem se preocupado com a leitura do primogênito, considerada por ela como ‘pesada’. “Estou quase tirando”, comenta. No caso dos três irmãos, o gosto pelas palavras também vem do berço.

O pai é compositor, tem material espalhado por todos os cantos da casa. Além disso, os pais se atentam para a preferência dos filhos. Segundo especialistas, existem livros para cada faixa etária.

“Mas é importante ressaltar que não podemos levar à risca as dicas. Embora exista certo padrão de gostos e gêneros textuais para cada faixa etária, é preciso estar sensível, ter uma visão apurada para promover situações de leituras e escolher livros apropriados para cada realidade encontrada”, acrescenta o professor da USC.

De acordo com Luis Mateus, as recomendações para crianças dos 10 aos 12 anos são exemplo. “É perfeitamente possível e até um tanto quanto frequente encontrarmos crianças e pré-adolescentes que não estão tão familiarizados com o ato da leitura e, com isso, podem não apreciar livros mais densos, maiores e sem imagens”, observa.

Na visão do professor, esse aspecto pode ser relevante porque o hábito da leitura não é tão difundido, de modo geral, nas famílias brasileiras. “Algumas crianças chegam a ter contato com livros da literatura infantil e infanto-juvenil somente na escola”, conclui.
____________________

‘A gente
faz o livro’


A estudante Nathália de Camargo Barath, 9 anos, gosta de ler. Por conta das gravuras, elegeu a “Bíblia para Crianças” como sua obra preferida. Ganhou da madrinha. Mas é no pai que se espelha para debruçar-se sobre as palavras. “A gente fez até um livro”, comenta empolgada. “Depois que pegamos o jeito, vai”, diz Willy Barath Jr, pai dela.

No ano passado, ele leu cinco títulos. Em 2010, já foram três. “Eu comento muito com a minha esposa sobre o que leio e a Nathália ouve, presta muita atenção. Incentiva. O exemplo é fundamental”, garante. Na opinião dele, o hábito passado de pai para filha deve facilitar para a pequena na elaboração de redações, por exemplo.
Luciana La Fortezza

19/12/2010 - Geral
Sentimento deve prevalecer no Natal
Sociólogo adverte para a necessidade de exercitar o desligamento da satisfação individual pelo menos nesta época do ano

Nem mesmo na época do ano em que o mais apropriado seria aflorar o lado sentimental, como querer mais paz, amor, prosperidade e felicidade para toda a humanidade, as pessoas deixam de pensar nos bens materiais. “Mesmo nessa época, convivemos com o desejo de satisfação individual”, diz o sociólogo José dos Reis, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara.

Segundo ele, dificilmente alguém esquecerá de desejar ao próximo um feliz Ano Novo, paz, prosperidade, amor, saúde e outras manifestações parecidas. “Faz parte de uma formalidade que se tornou um hábito, que não implica em nenhum compromisso com o que se verbaliza como desejo”, frisa.

De acordo com o professor, enquanto consumidores, as pessoas são lembradas permanentemente daquilo que falta a elas. E um consumidor que gosta de estar bem atualizado sempre procura ter os mais novos lançamentos no mercado.

“Se não tenho celular, estou fora de circuito. Se tenho, não basta apenas um telefone móvel, é preciso que seja o último lançamento para não estar desatualizado dentro do grupo”, afirma.

Segundo Reis, o império do pensamento e das atitudes individualistas ganhou força a partir de meados do século passado, quando surgiram os novos padrões de marketing. O apelo ao consumismo transformou o mundo em um lugar que se mata por um tênis. “Não um tênis qualquer, mas ‘aquele’ tênis”, enfatiza.

De acordo com Mavye Padovini, responsável pelo Departamento de Marketing e Comunicação da Faculdades Integradas de Bauru (FIB), as pessoas possuem um regulador de prazeres chamado ego, que precisa ser satisfeito.

Segundo ela, é neste sentido que as propagandas da maioria dos produtos atua, mostrando que certos produtos podem dar prazer ao consumidor, sendo assim, satisfaz o ego das pessoas. Mavye diz que os consumidores são persuadidos diariamente pelo marketing e não percebem. Assim, compram determinados produtos a fim de demonstrar status, de melhorar a sua imagem perante a sociedade, movidos por impulso, motivação que muitas vezes está ligada ao lado emocional, à autoafirmação e não necessariamente a uma necessidade.

“As estratégias de marketing e as campanhas publicitárias são pensadas e criadas justamente para criar a necessidade, para incentivar as pessoas a comprarem e essa necessidade de compra dos consumidores, em geral, surge do sentimento de que algo precisa ser suprido”, afirma.


‘O presente mais gostoso é o abraço e o afeto de quem amamos’, diz psicóloga

Amar e sentir que está sendo correspondido é o melhor presente que o ser humano pode dar e receber. Para a psicóloga Gretta Souza, não há dúvidas de que é prazerosa a troca de presentes nas festas natalinas, mas receber abraços verdadeiros e o afeto daqueles que se ama é ainda mais gostoso.

Segundo ela, seria mais apropriado se cada um repensasse os seus valores e que os desejos fossem algo que abrangesse não só a si próprio, mas também a seus semelhantes. Assim, procurar fazer o melhor possível como amigo, irmão, filho, vizinho, cidadão, etc.

Gretta lembra que quando o dinheiro e os bens materiais é colocado como os elementos principais da vida, acontecem casos como filhos que matam os pais para adquirir herança e todo tipo de sequestros e assaltos.

Para a psicóloga, ter certos produtos, especialmente os que estão ao alcance de poucos, dá uma sensação de status, de poder, e faz com que as pessoas se sintam atualizadas e fazendo parte de um grupo restrito. Segundo ela, é uma forma de acariciar o ego e de aumentar a autoestima. Por isso, presentes caros são sempre cobiçados.
Adilson Camargo